Tudo
começou quando em junho do ano passado o Peretti, amigo meu da Escala, dividiu
a questão: “Gente, eu to maluco ou ser nerd é cool?” Ou ele não tava
maluco ou todos nós estávamos, porque a gente concordou.

Era
um tal de cada um querer ser mais nerd que o outro. Do tipo “Eu já escuto
Weezer há tempos, tá?” “Ah, mas ninguém jogou mais Magic do que eu”. Um briga
boba, coisa de nerd.

E
a polêmica toda degringolou, no bom sentido, I guess. As buscas trouxeram música
de nerd (com a descoberta do nerdcore), roupa de nerd, nerd stuff (aqui, aqui e
aqui), evento
de nerd, a
cota negra nerd e até a palavras acharam que chic era ser geek, como a internet que virou
internerd.

A
constatação toda já havia sido feita por uma Bizz antiga, lá de 97, que o Mini
mostrou pra gente e que só na hora, 10 anos depois, fez a nossa ficha cair.

Hoje,
com toda essa rápida disseminação de infos, o movimento já se massificou. Daí virou
foco dos paparazzi parou na tv e até foi matéria da Folha e da Zero Hora, tu vê.

No
entanto, não me canso de ler e entender sobre o tema. É algo que curto. Como curto
um nerd, por que não? Antes tão difícil de assumir, hoje, como a Carol mesma
disse, motivo de orgulho. E é mega-comum de se ver por aí que as garotas estão
bem chegadinhas em um geek, é o que diz o Orkut,
os blogs e a Juno, pelo menos.

Sabe
o que eu acho? Que isso tudo foi um plano muito bem arquitetado e que Booger e
sua turminha devem estar rindo de todos nós.

ps: Thanks to my favorite
nerd, Carol, pelo empurrãozinho de sempre :D