Cool hunter, nerd e pesquisadora de tendências da Escala - POA.Colaborador: Marina Bortoluzzi
Falando em nerdices, acabo de ver Juno. É um filme bem bacaninha. Daqueles pra se ter na prateleira e reservar, pós-sessão, boas horas para terapia em grupo (o que eu adoro). É um mix de categoria indie (como categoria “drama”, “comédia”, long story) + conteúdo polêmico sem ser forçado. Ótimo texto, ótima fotografia. E uma trilha gostosinha pra deixar a gente ainda mais no clima. Destaque para os esquecidos “The Moldy Peaches”, que parece que depois do sucesso do movie, vão se separar para seguir solo. That’s the indie way of life. 2 nerds – ela de black power hair, batida folk, letras fofas e vocal de menina doce (o que eu adoro 2). A participação da banda na trilha do filme foi idéia da própria Ellen Page, protagonista do filme e indie por natureza. Daí alguns dirão: “já conhecia, Marina”. Banda velha ou não, who cares? Já ter escutado “Anyone else but you” faz algum momento da vida ter sido bom.
Olhem aqui:
Montagem americanóide fofa , Mallu Magalhães - a famous do pedaço, e (spoiler!) o final amadito - não veja se ainda não viu o filme.
E com vocês, a duplinha:
Tudo
começou quando em junho do ano passado o Peretti, amigo meu da
Escala
, dividiu
a questão: “Gente, eu to maluco ou ser nerd é cool?” Ou ele não tava
maluco ou todos nós estávamos, porque a gente concordou.
Era um tal de cada um querer ser mais nerd que o outro. Do tipo “Eu já escuto Weezer há tempos, tá?” “Ah, mas ninguém jogou mais Magic do que eu”. Um briga boba, coisa de nerd.
E
a polêmica toda degringolou, no bom sentido, I guess. As buscas trouxeram música
de nerd (com a descoberta do
nerdcore
),
roupa
de nerd, nerd stuff (
aqui
,
aqui
e
aqui
),
evento
de nerd, a
cota
negra
nerd e até a palavras acharam que chic era ser geek, como a internet que virou
internerd
.
A constatação toda já havia sido feita por uma Bizz antiga, lá de 97, que o Mini mostrou pra gente e que só na hora, 10 anos depois, fez a nossa ficha cair.
Hoje, com toda essa rápida disseminação de infos, o movimento já se massificou. Daí virou foco dos paparazzi parou na tv e até foi matéria da Folha e da Zero Hora , tu vê.
No entanto, não me canso de ler e entender sobre o tema. É algo que curto. Como curto um nerd, por que não? Antes tão difícil de assumir, hoje, como a Carol mesma disse, motivo de orgulho. E é mega-comum de se ver por aí que as garotas estão bem chegadinhas em um geek, é o que diz o Orkut , os blogs e a Juno , pelo menos.
Sabe o que eu acho? Que isso tudo foi um plano muito bem arquitetado e que Booger e sua turminha devem estar rindo de todos nós.
ps: Thanks to my favorite nerd, Carol , pelo empurrãozinho de sempre :D
